Ação & Contexto

sobre fotografia, fotojornalismo e novas mídias

Posts Tagged ‘ponte

95 anos de Clube Náutico Riachuelo

with 4 comments

Nos anos 60, o remo foi considerado o esporte mais praticado no Brasil. Nesse período, até meados dos 70, a modalidade viveu seus anos de ouro em Florianópolis, colecionando vitórias, participações na seleção brasileira e sediando provas junto à Ponte Hercílio Luz.

A rivalidade entre três clubes tradicionais da cidade facilitou a formação de atletas e ajudou a difundir o remo no País. O Clube Náutico Riachuelo, uma dessas agremiações, comemora neste sábado 95 anos de história. Além de homenagens a personalidades que participaram dessa trajetória, o clube que deu luz ao Avaí prepara uma nova geração de craques que sonham repetir em 2016 o feito heróico de 1936, quando um grupo de cinco manezinhos do Riachuelo disputou a olimpíada de Berlim, na Alemanha.

O mar refletindo a luz do sol convida à pratica do remo mesmo nos dias frios (Lucas Sampaio)

RIO-2016

Hoje, cerca de 40 atletas treinam no clube, na orla da baía sul. Destes, 12 formam um grupo de jovens valores que sonham com uma vaga na equipe olímpica para 2016. A partir de segunda-feira, todos serão observados pelo técnico da seleção brasileira, o francês José Oyarzabal, que percorre o país à procura de novos talentos e pretende ficar uma semana em Florianópolis.

A festa de sábado, a partir das 10h, vai distribuir placas de agradecimento aos Amigos do Riachuelo, e também comemorar a chegada de seis barcos novos, adquiridos com o apoio do governo do estado. “Material de primeira, fibra de carbono, tecnologia de fórmula um”, vibra o presidente, Ivan Willam, 65 anos, ele próprio campeão brasileiro nos anos 70.

Equipe four-skiff imbatível do Riachuelo se prepara para cair na água (Lucas Sampaio)

INVENCIBILIDADE

No dia seguinte, haverá a 2ª etapa da Copa Catarinense de Remo, que vai reunir na baia sul os únicos quatro clubes que ainda atuam no estado – três da capital (Riachuelo, Martinelli e Aldo Luz) e um de Blumenau. Entre as 25 modalidades que serão disputadas, o Clube Náutico Riachuelo pretende manter a invencibilidade de quatro garotos de 16 anos.

Najuan Guth, João Gonzatto, Alisson Souza e Antônio Júnior nunca perderam uma competição atuando juntos no four-skiff (modalidade para quatro remadores sem timoneiro). Pretendem vencer a etapa no domingo para se apresentar ao treinador francês invictos e com mais um troféu na coleção.

Antônio Júnior se posiciona na proa para treinar com os colegas (Lucas Sampaio)

AVAÍ

No Riachuelo, todos se orgulham do clube ter sido o berço do Avaí, que herdou do remo as cores azul e branco que permanecem colorindo a sede na orla da baía sul. Segundo Ivan, os rapazes que fundaram o Avaí, em 1923, foram os mesmos diretores que criaram o Riachuelo, em 1915. “O primeiro jogo do Avaí foi com as camisetas do Riachuelo”, garante. Assim como o clube de futebol, o irmão mais velho do remo mantém ainda um projeto social com 33 garotos na escolinha, a maioria meninos e meninas das comunidades carentes, que não pagam mensalidade.

33 crianças são beneficiadas por projeto de inclusão social do clube (Lucas Sampaio)

Crianças beneficiadas pelo projeto ao final de mais um dia de esporte (Lucas Sampaio)

* Texto adaptado da matéria do jornalista Róbinson Gambôa a ser publicada amanhã, 11 de junho, no jornal Notícias do Dia.

modalidade para quatro remadores sem timoneiro

Ponte Hercílio Luz

with one comment

Presto homenagem não só à ponte Hercílio Luz, mas também à cidade de Florianópolis. Aqui cheguei em 2005, ausentei-me da ilha durante um ano nesse período, e já me considero manezinho por admiração – não apenas pela beleza da cidade, mas principalmente pela beleza da sua cultura e da população.

O maior símbolo da capital catarinense são os 819 metros da maior ponte pênsil do Brasil. Desde a primeira vez que atravessei a ponte (infelizmente a Pedro Ivo), em janeiro de 2003 foi amor à primeira vista; e a melhor forma de demonstrar o carinho e admiração que tenho pela Hercílio Luz e pela cidade é através do que acredito fazer melhor: a fotografia.

Foi aqui que me formei jornalista. Foi aqui que aprendi a fotografar. Florianópolis me possibilitou aliar essas minhas duas maiores paixões em um único trabalho.

Espero que as fotos a seguir toquem os corações tanto quanto tocaram o meu ao fazê-las.

Written by Lucas Sampaio

09/02/2010 at 9:48