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Instituto Ekko Brasil e o Projeto Lontra*

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Irara Winny. A irara é um mamífero carnívoro pertencente à família dos mustelídeos, sub-família Mustelinae

TEXTO ALINE REBEQUI aline@noticiasdodia.com.br

FOTOS LUCAS SAMPAIO sampaio@noticiasdodia.com.br

O projeto Lontra do Instituto Ekko Brasil, criado e desenvolvido na Lagoa do Peri, Sul da Ilha, foi um dos escolhidos entre mais de 900 projetos voltados para conversação ambiental  – o único em Santa Catarina – para receber patrocínio do programa Petrobras Ambiental. Agora, a equipe formada por oito profissionais tem dois anos para utilizar os R$990 mil de recurso em ações de preservação e estudo da espécie.

A Ekko Brasil é uma das poucas ONGs (Organização Não Governamental) do Brasil que pesquisa a fundo a vida desta espécie, que está na lista dos animais em extinção há muitos anos. O carro-chefe do instituto, o projeto Lontra, vem sendo desenvolvido pelo oceanógrafo Oldemar Carvalho Junior desde 1986 quando iniciou  sua dissertação de mestrado sobre a espécie na Lagoa do Peri.

Lontra Tupi. A lontra é um mamífero carnívoro pertencente à família dos mustelídeos, sub-família Lutrinae

Desde lá, Carvalho Junior não parou mais e em 2004 com a ajuda de veterinários e biológicos instituiu o projeto, até então, custeado com recursos próprios. Na base, localizada ao lado da Lagoa do Peri em uma área de três hectares, a equipe, além de estudar e contribuir com a conversação das lontras, ainda promove educação ambiental para visitantes, a grande maioria estudantes da área e crianças das escolas públicas e privadas da Capital.

Lontra Iara. Embora sua carne não seja comercializada em larga escala, a lontra faz parte dos animais ameaçados de extinção pelo valor da sua pele e pela depredação dos ecossistemas aos quais está adaptada

O instituto trabalha em parceria com a Polícia Ambiental, Floram (Fundação Municipal do Meio-Ambiente) e Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), que capturam as lontras nas ruas, muitas vezes atropeladas ou machucadas por ataques de outros animais e as levam para a base do Ekko Brasil, onde se recuperam. “Fazemos de tudo para que elas se recuperem rápido, afinal, não podem se acostumar a viver junto aos humanos. As lontras precisam se virar sozinhas no meio em que vivem”, lembra o veterinário do instituto Rogério Leonel Vieira.

Lontra Tupi. A lontra adulta mede de 55 a 120 centímetros (incluindo a cauda) e pesa até 35 quilos

Recinto das lontras está em fase de construção

Com os recursos do programa Petrobras Ambiental, o oceanógrafo e criador do instituto, Oldemar Carvalho Júnior, conta que será possível construir mais um recinto para duas lontras que já vivem no ambiente do projeto, além de reforçar o desenvolvimento de pesquisas com aplicação de telemetria e análise de DNA e também a instalação do Centro de Visitação e Educação Ambiental. “A partir deste ano vamos vivenciar uma nova fase do instituto com o desenvolvimento de cursos e atividades voltadas para o ensino, capacitação e educação ambiental”, prevê.

O Ekko Brasil, que conforme Carvalho Junior, até então era mais conhecido fora do país do que em território nacional, a partir desse ano também estará de portas abertas para os turistas interessados em turismo de conservação. Nessa modalidade, os visitantes são conhecidos como ecovoluntários quando se hospedam nos alojamentos do instituto e passam o dia em campo com a equipe. “Eles vivenciam toda a nossa rotina e aprendem na prática tudo que envolve esta espécie”, diz.

Quati Cauê. O coati (do tupi "nariz pontudo") é um mamífero da família Procyonidae e gênero Nasua

Lontras gostam de mudar o território

Segundo Carvalho Neto, as lontras não são territorialistas, elas mudam de lar de acordo com a necessidade e, em Florianópolis, há pequenos grupos residentes nas lagoas do Peri e da Conceição e na praia de Naufragados. “Sabemos que em toda a ilha existem pelo menos 20 delas, que vivem em pequenos grupos em lagoas diferentes que ao migrar de um lugar para o outro acabam se machucando em atropelamentos, ataques de cães e águas poluídas. Com isso, pedimos a população que quando avistar uma lontra nos ligue para que possamos fazer o resgate”, diz Carvalho Neto.

Lontra Tupi. De hábito noturno, o habitat da lontra é no litoral ou próximo aos rios, onde busca alimentos

Além do Projeto Lontras, vários projetos fazem parte direita do Instituto Ekko Brasil como o Projeto Tucano, o Projeto Irara, o Refúgio Animal e o Sea Horse do Brasil.

O telefone para marcar visitas, informações sobre turismo de conversação ou para resgate de lontras é o (48) 3237-5071.

* Matéria publicada no jornal Notícias do Dia de 5 de julho, segunda-feira.


mailto:aline@noticiasdodia.com.br
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Luto pelo Haiti

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Palácio Presidencial Haitiano (Eduardo Muñoz/Reuters)

No momento em que todas as formas de comunicação são insuficientes para transmitir a dor e o sofrimento que a população do Haiti enfrenta, as fotografias prevalecem sobre a palavra escrita como documento histórico. “Apesar de se tratar de uma representação a partir do real (…), nós a tomamos, também, como um documento do real, uma fonte histórica” (KOSSOY, 2002, p. 31).

Homem aguarda com seu filho por atendimento em posto dos Médicos Sem Fronteiras (Damon Winter/The New York Times)

A fotografia nos faz sentir a realidade, nos transporta para o acontecimento e tem um poder de sensibilização imediato. A fotografia não precisa de tradução.

População de Porto Príncipe acampa nas ruas após terremoto que destruiu grande parte da capital (Logan Abassi/Minustah)

Criança recebe cuidados médicos após terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti (Eduardo Muñoz/Reuteus)

Vista aérea do bairro Canape-Vert, em Porto Príncipe (Eduardo Muñoz/Reuters)

Pessoa ferida e empoeirada nas ruas de Porto Príncipe (Jorge Cruz/AP)

Redjeson Hausteen Claude, 2, sorri ao ver sua mãe, Daphnee Plaisin, após ser socorrido por bombeiros belgas e espanhóis de sua casa destruída (Gerald Herbert/AP)

As fotografias foram selecionadas do Lens Blog e do Big Picture, respectivamente blogues de fotografia dos jornais estadunidenses The New York Times e The Boston Globe. As galerias completas podem ser vistas aqui (Lens Blog), aqui e aqui (Big Picture – Partes 1 e 2).

Para os que quiserem ajudar, é possível fazer doações em dinheiro para as instituições que atuam no país. Juliana Sakae, minha amiga e jornalista que ano passado teve a felicidade de fazer um documentário no e conhecer o Haiti, recomenda que as doações sejam feitas à ONG Viva Rio, à Cruz Vermelha e à Embaixada da República do Haiti.

ONG Viva Rio | www.vivario.org.br
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Mais informações: http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1847&sid=16

Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
CC 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
CC 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
Mais informações: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1445754-5602,00-VEJA+COMO+AJUDAR+AS+VITIMAS+DO+TERREMOTO+NO+HAITI.html