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Adote uma família. Ajude o Haiti.

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Conjuguemos o verbo ajudar

O pequeno da foto no cabeçalho deste blog [Ajude o Haiti] se chama Daniel Jentil. Ele tem um ano e é haitiano. Segundos antes de a casa de Daniel desabar, ele e a mãe saíram, avisados pelo forte tremor de terra que o mundo soube por fotos, vídeos e textos divulgados em todos os veículos do mundo.

Danil está sem casa. Sua família não tem água, nem comida. Se você estivesse nessa situação, esperaria pelo quê? Ajuda. E é isso que vamos fazer com este blog.

O projeto “Ajude o Haiti, adote uma família” se baseia na lição das pequenas coisas, de cada uma fazer um pouco. Quem participar, irá adotar uma família, separar um dinheiro e mandar para o Haiti. Vai conhecer a cara, o nome e o endereço de todos que está ajudando.

O fluxo será o seguinte: quem quiser ajudar entrará em contato com a equipe do blog pelo e-mail ajudahaiti@gmail.com. Depois do primeiro contato, vamos passar o nome dos membros da família que será adotada. O dinheiro vai ser depositado em uma conta do projeto, será enviado para o país pelo sistema da Western Union e, no Haiti, o responsável pelo saque irá procurar uma agência da empresa, mostrar sua identidade e retirar a verba.

Essa ideia só é possível graças à forte ligação de uma menina chamada Juliana Sakae com o país. Juliana esteve lá pra fazer seu TCC [Bleu et Rouge], conheceu haitianos e mantém contato com vários deles. Outra ajuda imprescindível é do Pierre, tio do Daniel, o menino do cabeçalho. Pierre é haitiano e mora na cidade de Palhoça, na grande Florianópolis. Ele é um dos membros da primeira família adotada pelo projeto.

Por esse blog, e também através do projeto, você não irá somente refletir ou se entristecer. Mais que isso, vai ver o Haiti e  conhecer um país muito mais bonito do que nosso jornalismo vem mostrando.

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Diante a sensação de impotência é o que podemos fazer: ajudar e divulgar. Ajudar, porque qualquer real faz uma diferença imensa lá, e divulgar, porque quanto mais pessoas doarem, mesmo que uma quantia ínfima, alguns poucos haitianos terão o que comer e, futuramente, onde viver. Não dá para ajudar todo mundo, mas ajudar uma única pessoa significa uma pessoa a menos passando fome no Haiti.

A Juliana é minha amiga íntima, tenho uma forte ligação com o documentário (Bleu et Rouge) que ela produziu no Haiti e tenho total convicção que o dinheiro doado para a campanha será mais efetiva que qualquer outra forma de ajudar. A ajuda dá-se pessoa-a-pessoa, pontualmente, diretamente.

Cada pessoa adota uma família. E cada família decide como utilizar o dinheiro recebido. Grandes aportes necessitam de grande logística, de grandes projetos, e esbarram na falta de infraestrutura local. Na doação direta cada haitiano ajudado saberá o que é melhor para que ele e sua família supere as dificuldades da melhor forma – primeiro a comida, depois a reconstrução do lar destruído.

Por favor, ajudem.

Written by Lucas Sampaio

24/01/2010 at 14:29

Luto pelo Haiti

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Palácio Presidencial Haitiano (Eduardo Muñoz/Reuters)

No momento em que todas as formas de comunicação são insuficientes para transmitir a dor e o sofrimento que a população do Haiti enfrenta, as fotografias prevalecem sobre a palavra escrita como documento histórico. “Apesar de se tratar de uma representação a partir do real (…), nós a tomamos, também, como um documento do real, uma fonte histórica” (KOSSOY, 2002, p. 31).

Homem aguarda com seu filho por atendimento em posto dos Médicos Sem Fronteiras (Damon Winter/The New York Times)

A fotografia nos faz sentir a realidade, nos transporta para o acontecimento e tem um poder de sensibilização imediato. A fotografia não precisa de tradução.

População de Porto Príncipe acampa nas ruas após terremoto que destruiu grande parte da capital (Logan Abassi/Minustah)

Criança recebe cuidados médicos após terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti (Eduardo Muñoz/Reuteus)

Vista aérea do bairro Canape-Vert, em Porto Príncipe (Eduardo Muñoz/Reuters)

Pessoa ferida e empoeirada nas ruas de Porto Príncipe (Jorge Cruz/AP)

Redjeson Hausteen Claude, 2, sorri ao ver sua mãe, Daphnee Plaisin, após ser socorrido por bombeiros belgas e espanhóis de sua casa destruída (Gerald Herbert/AP)

As fotografias foram selecionadas do Lens Blog e do Big Picture, respectivamente blogues de fotografia dos jornais estadunidenses The New York Times e The Boston Globe. As galerias completas podem ser vistas aqui (Lens Blog), aqui e aqui (Big Picture – Partes 1 e 2).

Para os que quiserem ajudar, é possível fazer doações em dinheiro para as instituições que atuam no país. Juliana Sakae, minha amiga e jornalista que ano passado teve a felicidade de fazer um documentário no e conhecer o Haiti, recomenda que as doações sejam feitas à ONG Viva Rio, à Cruz Vermelha e à Embaixada da República do Haiti.

ONG Viva Rio | www.vivario.org.br
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Mais informações: http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1847&sid=16

Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
CC 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
CC 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
Mais informações: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1445754-5602,00-VEJA+COMO+AJUDAR+AS+VITIMAS+DO+TERREMOTO+NO+HAITI.html