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Ensaio não-técnico na passarela

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Quem foi à passarela Nego Quirido para ver e participar do primeiro ensaio técnico de uma escola de samba de Florianópolis acabou voltando para casa frustrado. Os integrantes e admiradores da Coloninha que deveriam aproveitar o sábado a noite para afinar o samba-enredo e se prepararem para o desfile de 2010 se depararam com o local sujo, escuro e em obras.

Apesar da agenda de ensaios técnicos e apresentações nas próximas semanas, a passarela encontrava-se cheia de terra, materiais de construção e sem a mínima condição de receber agremiações em suas dependências. Na noite do dia 23 dois banheiros químicos que servem aos operários das obras do local serviam aos que se atraveram sair de casa para se divertir e trabalhar. Os banheiros dos prédios encontravam-se em reforma, sujos e sem as mínimas condições de utilização.

Na passarela, um caminhão se encontrava estacionado no recuo – local designado para a bateria executar seu movimento. Com a presença indesejada do veículo o ensaio, que deveria ser técnico, tornou-se impraticável. Não suficiente o caos encontrado pelos foliões e a chuva que caiu no sábado a noite, as luzes da passarela Nego Quirido encontravam-se apagadas e o asfalto da avenida possuía rachaduras e pequenos buracos que poderiam provocar torções e quedas dos carnavalescos a menos de um mês para o desfile oficial na avenida.

Dessa forma, o ensaio da escola de samba Coloninha foi realizado de forma improvisada nas dependências do Centro Sul. Descaso total do poder público para com o bem público e a população florianopolitana.

O sábado que era para ser de festa transformou-se em dor de cabeça para os integrantes da Coloninha

Barro e sujeira, além da desorganização no local, tornaram o ensaio técnico missão impossível para a escola

Luzes da avenida completamente apagadas impediam ensaio técnico da agremiação no devido local

A poucos metros da passarela, areia, madeira, pedras e materiais de construção roubavam a cena

Os que resolveram enfrentar o barro e a falta de infraestrutura acompanharam o ensaio em frente ao Centro Sul

Apenas os dois banheiros químicos destinados aos operários das obras do local serviam aos presentes

Local destinado ao recuo da bateria transformou-se em estacionamento que impedia o ensaio técnico

Pequenos buracos e rachaduras serviam de convite à torções e contusões dos integrantes da Coloninha

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João Pina e a violência no Rio

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O fotógrafo português João Pina, do coletivo Kameraphoto, tem produzido um interessante trabalho sobre a cidade do Rio de Janeiro. Publicado na revista estadunidense New Yorker (só para assinantes) e no jornal espanhol El País, o ensaio P&B disponível em seu site retrata a vida das pessoas – e a violência que as cerca – nos morros da Cidade Maravilhosa.

Violência no Rio (João Pina)

Um trabalho que vem em boa hora, em tempos de ufania e entusiasmo por causa da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. A segurança pública e desigualdade social são os maiores desafios da cidade e do país para os próximos anos e chamar a atenção para a realidade é papel do repórter fotográfico.

Natural de Lisboa, Pina atualmente reside em Buenos Aires e trabalha no Rio. É possível acompanhar os passos do fotógrafo português (e de outros profissionais da informação em constante trânsito pelo mundo) no Lights Talkers e ver outros ensaios de Pina em seu site oficial (como o Helicopterópolis, sobre o transporte aéreo paulistano, e a Não-vida de Roberto Saviano, escritor do livro Gomorra ameaçado de morte pela Camorra – máfia napolitana).

Via Arte Photographica.

Atualização: de 5 de novembro a 1 de dezembro a K Galeria em Lisboa expõe “Gangland”, 30 fotografias do trabalho de Pina no Rio (via blog do Olhares).