Ressaca destrói Armação do Pântano do Sul
Não existe mais praia. Uma das mais belas praias do sul de Florianópolis, a Armação do Pântano do Sul, desapareceu. A faixa de areia (que já teve mais de 30 metros de extensão) e parte da restinga foram levadas pela maré. Sem proteção natural, as casas começam a ruir. Moradores sentem saudades do tempo em que os gados pastavam no local onde hoje centenas de caminhões despejam, em vão, pedras para tentar conter o avanço furioso do mar.
Já são 14 o número de casas levadas pelas ressacas que atingem o litoral da ilha, cinco nos últimos dois dias. Em 9 de abril, após a primeira das três ressacas do últimos dois meses, moradores criaram o S.O.S. Armação para pedir socorro. Mas só agora começou a chegar a ajuda através de acordo entre prefeitura municipal, Ibama, Ministério Público Federal e Fatma.
Os que ainda não perderam seus imóveis deixam para trás o patrimônio que tempos atrás proporcionava uma bela vista à beira-mar. As próximas duas imagens retratam a situação no local. A casa que estampou a capa do Diário Catarinense de hoje, registrada pelo jornalista Guto Kuerten, virou entulho no meio da tarde.

Foto tirada às 17h28min mostra, no primeiro plano, os escombros da casa (Lucas Sampaio)

Às 11h26min a casa ainda não havia sido derrubada pela ressaca (Edu Cavalcanti)

Por outro ângulo, as duas casas destruídas pela força do mar (Edu Cavalcanti)
O jornal Notícias do Dia esteve presente duas vezes hoje na praia da Armação. Confira os registros feitos pelos repórteres fotográficos Edu Cavancanti (de manhã) e Lucas Sampaio (final de tarde).

Onde antes moradores e turistas aproveitavam o verão não existe mais faixa de areia (Edu Cavalcanti)

A paisagem se assemelha a de um local em guerra civil (Edu Cavalcanti)

Tratores e caminhões contratados pela prefeitura pela primeira vez trabalham no local (Edu Cavalcanti)

Até ontem, moradores tiravam do próprio bolso dinheiro para tentar conter o avanço do mar (Edu Cavalcanti)

Em foto tirada na tarde de ontem mal era possível ver areia onde antes havia praia (Lucas Sampaio)

Última família a permanecer no condomínio Armasol abandona o local na tarde de ontem (Lucas Sampaio)

Geovânio Goulart retira madeira da casa de sua tia, Olga Gomes da Rosa, que abandonou o local (Lucas Sampaio)

Ao fundo, molhe que para os moradores acelerou o processo de desaparecimento da praia (Lucas Sampaio)

As toneladas de pedras não forão suficientes para conter a destruição causada pelas ressacas (Lucas Sampaio)

A mudança para lua cheia traz consigo a maré cheia e aumenta o temor dos moradores (Lucas Sampaio)
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28/05/2010 em 18:28