Ação & Contexto

sobre fotografia, fotojornalismo e novas mídias

Ponte Hercílio Luz

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Presto homenagem não só à ponte Hercílio Luz, mas também à cidade de Florianópolis. Aqui cheguei em 2005, ausentei-me da ilha durante um ano nesse período, e já me considero manezinho por admiração – não apenas pela beleza da cidade, mas principalmente pela beleza da sua cultura e da população.

O maior símbolo da capital catarinense são os 819 metros da maior ponte pênsil do Brasil. Desde a primeira vez que atravessei a ponte (infelizmente a Pedro Ivo), em janeiro de 2003 foi amor à primeira vista; e a melhor forma de demonstrar o carinho e admiração que tenho pela Hercílio Luz e pela cidade é através do que acredito fazer melhor: a fotografia.

Foi aqui que me formei jornalista. Foi aqui que aprendi a fotografar. Florianópolis me possibilitou aliar essas minhas duas maiores paixões em um único trabalho.

Espero que as fotos a seguir toquem os corações tanto quanto tocaram o meu ao fazê-las.

http://acaoecontexto.wordpress.com/sobre/

Escrito por Lucas Sampaio

09/02/2010 em 9:48

Avaí goleia Imbituba na discreta estreia de Sávio

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Zagueiro-capitão Rafael sobe sozinho para fazer o primeiro dos quatro gols do Avaí na Ressacada

Jandson aproveita cruzamento de Davi e amplia o marcador aos 15' do 1T

Jandson é o primeiro atacante avaiano a marcar gol em 2010

Apesar de correr bastante e buscar jogo, Sávio teve estreia discreta e foi substituído

Felipe Oliveira desloca Zé Carlos com paradinha e desconta para o Imbituba

Péricles Chamusca foi muito vaiado após substituir Sávio e ver o Avaí sofrer o gol de empate

Para desespero do técnico Joceli dos Santos e euforia do banco de reservas avaiano, Medina comemora terceiro gol

Ensaio não-técnico na passarela

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Quem foi à passarela Nego Quirido para ver e participar do primeiro ensaio técnico de uma escola de samba de Florianópolis acabou voltando para casa frustrado. Os integrantes e admiradores da Coloninha que deveriam aproveitar o sábado a noite para afinar o samba-enredo e se prepararem para o desfile de 2010 se depararam com o local sujo, escuro e em obras.

Apesar da agenda de ensaios técnicos e apresentações nas próximas semanas, a passarela encontrava-se cheia de terra, materiais de construção e sem a mínima condição de receber agremiações em suas dependências. Na noite do dia 23 dois banheiros químicos que servem aos operários das obras do local serviam aos que se atraveram sair de casa para se divertir e trabalhar. Os banheiros dos prédios encontravam-se em reforma, sujos e sem as mínimas condições de utilização.

Na passarela, um caminhão se encontrava estacionado no recuo – local designado para a bateria executar seu movimento. Com a presença indesejada do veículo o ensaio, que deveria ser técnico, tornou-se impraticável. Não suficiente o caos encontrado pelos foliões e a chuva que caiu no sábado a noite, as luzes da passarela Nego Quirido encontravam-se apagadas e o asfalto da avenida possuía rachaduras e pequenos buracos que poderiam provocar torções e quedas dos carnavalescos a menos de um mês para o desfile oficial na avenida.

Dessa forma, o ensaio da escola de samba Coloninha foi realizado de forma improvisada nas dependências do Centro Sul. Descaso total do poder público para com o bem público e a população florianopolitana.

O sábado que era para ser de festa transformou-se em dor de cabeça para os integrantes da Coloninha

Barro e sujeira, além da desorganização no local, tornaram o ensaio técnico missão impossível para a escola

Luzes da avenida completamente apagadas impediam ensaio técnico da agremiação no devido local

A poucos metros da passarela, areia, madeira, pedras e materiais de construção roubavam a cena

Os que resolveram enfrentar o barro e a falta de infraestrutura acompanharam o ensaio em frente ao Centro Sul

Apenas os dois banheiros químicos destinados aos operários das obras do local serviam aos presentes

Local destinado ao recuo da bateria transformou-se em estacionamento que impedia o ensaio técnico

Pequenos buracos e rachaduras serviam de convite à torções e contusões dos integrantes da Coloninha

Adote uma família. Ajude o Haiti.

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Conjuguemos o verbo ajudar

O pequeno da foto no cabeçalho deste blog [Ajude o Haiti] se chama Daniel Jentil. Ele tem um ano e é haitiano. Segundos antes de a casa de Daniel desabar, ele e a mãe saíram, avisados pelo forte tremor de terra que o mundo soube por fotos, vídeos e textos divulgados em todos os veículos do mundo.

Danil está sem casa. Sua família não tem água, nem comida. Se você estivesse nessa situação, esperaria pelo quê? Ajuda. E é isso que vamos fazer com este blog.

O projeto “Ajude o Haiti, adote uma família” se baseia na lição das pequenas coisas, de cada uma fazer um pouco. Quem participar, irá adotar uma família, separar um dinheiro e mandar para o Haiti. Vai conhecer a cara, o nome e o endereço de todos que está ajudando.

O fluxo será o seguinte: quem quiser ajudar entrará em contato com a equipe do blog pelo e-mail ajudahaiti@gmail.com. Depois do primeiro contato, vamos passar o nome dos membros da família que será adotada. O dinheiro vai ser depositado em uma conta do projeto, será enviado para o país pelo sistema da Western Union e, no Haiti, o responsável pelo saque irá procurar uma agência da empresa, mostrar sua identidade e retirar a verba.

Essa ideia só é possível graças à forte ligação de uma menina chamada Juliana Sakae com o país. Juliana esteve lá pra fazer seu TCC [Bleu et Rouge], conheceu haitianos e mantém contato com vários deles. Outra ajuda imprescindível é do Pierre, tio do Daniel, o menino do cabeçalho. Pierre é haitiano e mora na cidade de Palhoça, na grande Florianópolis. Ele é um dos membros da primeira família adotada pelo projeto.

Por esse blog, e também através do projeto, você não irá somente refletir ou se entristecer. Mais que isso, vai ver o Haiti e  conhecer um país muito mais bonito do que nosso jornalismo vem mostrando.

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Diante a sensação de impotência é o que podemos fazer: ajudar e divulgar. Ajudar, porque qualquer real faz uma diferença imensa lá, e divulgar, porque quanto mais pessoas doarem, mesmo que uma quantia ínfima, alguns poucos haitianos terão o que comer e, futuramente, onde viver. Não dá para ajudar todo mundo, mas ajudar uma única pessoa significa uma pessoa a menos passando fome no Haiti.

A Juliana é minha amiga íntima, tenho uma forte ligação com o documentário (Bleu et Rouge) que ela produziu no Haiti e tenho total convicção que o dinheiro doado para a campanha será mais efetiva que qualquer outra forma de ajudar. A ajuda dá-se pessoa-a-pessoa, pontualmente, diretamente.

Cada pessoa adota uma família. E cada família decide como utilizar o dinheiro recebido. Grandes aportes necessitam de grande logística, de grandes projetos, e esbarram na falta de infraestrutura local. Na doação direta cada haitiano ajudado saberá o que é melhor para que ele e sua família supere as dificuldades da melhor forma – primeiro a comida, depois a reconstrução do lar destruído.

Por favor, ajudem.

Escrito por Lucas Sampaio

24/01/2010 em 14:29

Publicado em blogs, jornalismo

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Luto pelo Haiti

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Palácio Presidencial Haitiano (Eduardo Muñoz/Reuters)

No momento em que todas as formas de comunicação são insuficientes para transmitir a dor e o sofrimento que a população do Haiti enfrenta, as fotografias prevalecem sobre a palavra escrita como documento histórico. “Apesar de se tratar de uma representação a partir do real (…), nós a tomamos, também, como um documento do real, uma fonte histórica” (KOSSOY, 2002, p. 31).

Homem aguarda com seu filho por atendimento em posto dos Médicos Sem Fronteiras (Damon Winter/The New York Times)

A fotografia nos faz sentir a realidade, nos transporta para o acontecimento e tem um poder de sensibilização imediato. A fotografia não precisa de tradução.

População de Porto Príncipe acampa nas ruas após terremoto que destruiu grande parte da capital (Logan Abassi/Minustah)

Criança recebe cuidados médicos após terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti (Eduardo Muñoz/Reuteus)

Vista aérea do bairro Canape-Vert, em Porto Príncipe (Eduardo Muñoz/Reuters)

Pessoa ferida e empoeirada nas ruas de Porto Príncipe (Jorge Cruz/AP)

Redjeson Hausteen Claude, 2, sorri ao ver sua mãe, Daphnee Plaisin, após ser socorrido por bombeiros belgas e espanhóis de sua casa destruída (Gerald Herbert/AP)

As fotografias foram selecionadas do Lens Blog e do Big Picture, respectivamente blogues de fotografia dos jornais estadunidenses The New York Times e The Boston Globe. As galerias completas podem ser vistas aqui (Lens Blog), aqui e aqui (Big Picture – Partes 1 e 2).

Para os que quiserem ajudar, é possível fazer doações em dinheiro para as instituições que atuam no país. Juliana Sakae, minha amiga e jornalista que ano passado teve a felicidade de fazer um documentário no e conhecer o Haiti, recomenda que as doações sejam feitas à ONG Viva Rio, à Cruz Vermelha e à Embaixada da República do Haiti.

ONG Viva Rio | www.vivario.org.br
Banco do Brasil
Agência 1769-8
Conta 5113-6
CNPJ: 00343941/0001-28
Mais informações: http://www.vivario.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1847&sid=16

Embaixada da República do Haiti
Banco do Brasil
Agência 1606-3
CC 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
HSBC
Agência 1276
CC 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
Mais informações: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1445754-5602,00-VEJA+COMO+AJUDAR+AS+VITIMAS+DO+TERREMOTO+NO+HAITI.html

Photo Zone: para escolher qual lente comprar

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Recomendação do mais novo fotógrafo da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte do Estado de Santa Catarina – Fábio Queiroz -, o Photo Zone é um site fantástico de análise de lentes e câmeras fotográficas.

Graças aos reviews comprovei tecnicamente que as melhores qualidades – em relação a barrel distortion, aberrações cromáticas, vinhetagem e resolução da imagem – das minhas Canon EF 50mm f/1,8 II17-40mm70-200mm f/4 são nos diafragmas f/5,6 e f/8. Sabia que os diafragmas intermediários são os que propiciam melhores imagens e os testes do site comprovaram a experiência prática que tinha com meu próprio equipamento.

O que mais me supreendeu foi ler os reviews da Canon e da Sigma 24-70mm f/2,8. A Sigma AF 24-70mm f/2.8 EX DG macro para Canon dá um banho na versão “original”, seja nos aspectos técnicos ou no preço. Apesar da Canon EF 24-70mm f/2.8 USM L ganhar na qualidade de construção – marca registrada da Canon -, a qualidade da imagem da Sigma em todos os aspectos é superior. Não suficiente, a Sigma custa 1/3 da Canon – por volta de 500 dólares contra nunca menos de 1,2 mil.

Vale atentar que as lentes possuem reviews diferentes para testes em câmeras APS-C (com fator de corte, caso da minha EOS 30D e da série Rebel) e full frame (a minha futura EOS 5D Mark II).

Pena a sessão DSLR Reviews contar com poucos exemplares – o único ponto negativo do site. O review da Canon EOS 500D (ou Rebel T1i) é sensacional.

Enfim, o Photo Zone é um prato cheio para quem gosta de ler, estudar e pesquisar antes de comprar equipamento fotográfico. Tornou-se tão indispensável quanto o badalado Dpreview.

Escrito por Lucas Sampaio

19/12/2009 em 20:19

Antes tarde do que nunca, Pictura Pixel

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Mais um excelente site que vai para a lista de links do Ação & Contexto. Pictura Pixel é uma revista multimídia imperdível que (in)felizmente (só agora) tive o prazer de conhecer.

Recomendo uma visita a fundo por todas as sessões do site (eles têm um roteiro para facilitar a navegação) e deixo como dica os portfólios dos fotógrafos André Cypriano sobre as favelas e barrios do Rio e de Caracas (do André recomendo o expecional livro Rocinha) e os voos fotográficos de Cássio Vasconcellos sobre Nova York.

Na sessão blog, vale o post uma foca-leopardo gigante ensina ao fotógrafo Paul Nicklen como caçar pinguins. Nicklen ficou em segundo lugar no World Press Photo de 2008, na categoria Natureza, com o ensaio Narwals publicado na National Geographic.

As cerejas do bolo ficam por parte dos artigos Propriedade e desrespeito, de Guaracy Monteiro (do Fotomix), e Pare de vender suas imagens! e Fairey, Mannie, AP e o crédito fotográfico, ambos do Gilberto Tadday.

SC-401 pronta para o tráfego

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Amanhã as faixas da SC-401 que estiveram interditadas para obras de contenção de barreira serão totalmente aberta para o tráfego. Foram seis meses de interdição com trabalho contínuo para garantir a liberação das pistas antes do início da temporada de verão. Em novembro do ano passado, houve uma queda de barreira depois de três meses de chuva intensa no Estado. Hoje será feira pintura e remarcação das pistas. (Transcrição do texto da manchete abaixo, minha segunda foto de capa do jornal desde que comecei o trabalho em 29 de outubro)

Uma outra linguagem para o fotojornalismo esportivo

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Na primeira sexta-feira de dezembro (4), apresentarei à banca examinadora o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O horário ainda não foi definido – 17h ou 19h -, mas o local da defesa será o Auditório Henrique da Silva Fontes, no Bloco B do Centro de Comunicação e Expressão (CCE) da UFSC.

Uma outra linguagem para o fotojornalismo esportivo (Lucas Sampaio)

Wellington Amorim fecha o placar (2 a 0) para o Ceará contra o Ipatinga no Castelão pelo 1º turno da Série B

Primeira manchete em 7 dias

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Notícias do Dia. Quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Primeira manchete no Notícias do Dia, foto sobre a greve nos hospitais estaduais de Santa Catarina